quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Relacionamentos

 

 

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:

- 'Ah, terminei o namoro... '

- 'Nossa, quanto tempo?'

- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'

- É não deu...?

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.

E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.

Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?

E não temos esta coisa completa.

Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.

Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.

Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.

Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.

Tudo nós não temos.

Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.

Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.

E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...

Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... Se joga... Senão bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra..

O outro tem o direito de não te querer.

Não lute, não ligue, não dê pití.

Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.

O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.

Nada de drama.

Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?

O legal é alguém que está com você por você.

E vice versa.

Não fique com alguém por dó também.

Ou por medo da solidão.

Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.

E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro.

Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói.

Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.

Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.

E nem sempre as coisas saem como você quer...

A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.

Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.

E nem todo sexo bom é para namorar.

Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.

Nem todo beijo é para romancear.

Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.

ENFIM... QUEM DISSE QUE SER ADULTO É FÁCIL?

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Poemas

 

Poemas lindos e muito bem bolados, deixaram de ser coisas encontradas apenas em livros. Há muito tempo venho lendo nos ônibus e também no metrô, lindos poemas escritos por poetas bem menos conhecidos ou apenas de ocasião através do concurso “Poemas no Ônibus” através da Secretaria da Cultura e outros vários órgãos públicos. Um tempo atrás, li um dos mais interessantes de todos que já vi por ai, muito engraçado e ao mesmo tempo de um conteúdo incrível. Abaixo posto o mesmo e seu feliz autor:

 

DÚVIDAS

Uma coisa me deixa
Intrigado...
O céu da boca
Será estrelado?
E a boca do estômago
Com seus ácidos
Efervescentes...
Terá dentes?
E quando me deixar
Aquela que minha vida
Encanta...
Quem irá desatar
Os nós na minha garganta?

Elder Boschi da Cruz

terça-feira, 14 de abril de 2009

NINGUÉM MAIS NAMORA AS DEUSAS…

 

 

MULHERES

Outro dia, a Adriane Galisteu deu uma entrevista dizendo que os homens não querem namorar as mulheres que são símbolos sexuais. É isto mesmo.
Quem ousa namorar a Feiticeira ou a Tiazinha?
As mulheres não são mais para amar; nem para casar. São para "ver".
Que nos prometem elas, com suas formas perfeitas por anabolizantes e silicones?
Prometem-nos um prazer impossível, um orgasmo metafísico, para o qual os homens não estão preparados...
As mulheres dançam frenéticas na TV, com bundas cada vez mais malhadas, com seios imensos, girando em cima de garrafas, enquanto os pênis-espectadores se sentem apavorados e murchos diante de tanta gostosura.
Os machos estão com medo das "mulheres-liquidificador".
O modelo da mulher de hoje, que nossas filhas ou irmãs almejam ser (meu Deus!), é a prostituta transcendental, a mulher-robô, a "Valentina", a "Barbarela", a máquina-de-prazer sem alma, turbinas de amor com um hiperatômico tesão.
Que parceiros estão sendo criados para estas pós-mulheres? Não os há.
Os "malhados", os "turbinados" geralmente são bofes-gay, filhos do mesmo narcisismo de mercado que as criou.
Ou, então, reprodutores como o Zafir, para o Robô-Xuxa.
A atual "revolução da vulgaridade", regada a pagode, parece "libertar" as mulheres.
Ilusão à toa.
A "libertação da mulher" numa sociedade escravista como a nossa deu nisso: Superobjetos. Se achando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor, carinho e dinheiro.
São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.
Mas, diante delas, o homem normal tem medo.
Elas são "areia demais para qualquer caminhãozinho".
Por outro lado, o sistema que as criou enfraquece os homens.
Eles vivem nervosos e fragilizados com seus pintinhos trêmulos, decadentes, a meia-bomba, ejaculando precocemente, puxando sacos, lambendo botas, engolindo sapos, sem o antigo charme "jamesbondiano" dos anos 60.
Não há mais o grande "conquistador".
Temos apenas os "fazendeiros de bundas" como o Huck, enquanto a maioria virou uma multidão de voyeur, babando por deusas impossíveis.
Ah, que saudades dos tempos das bundinhas e peitinhos "normais" e "disponíveis"...
Pois bem, com certeza a televisão tem criado "sonhos de consumo" descritos tão bem pela língua ferrenha do Jabor (eu).
Mas ainda existem mulheres de verdade.
Mulheres que sabem se valorizar e valorizar o que tem "dentro de casa", o seu trabalho.
E, acima de tudo, mulheres com quem se possa discutir um gosto pela música, pela cultura, pela família, sem medo de parecer um "chato" ou um "cara metido a intelectual".
Mulheres que sabem valorizar uma simples atitude, rara nos homens de hoje, como abrir a porta do carro para elas.
Mulheres que adoram receber cartas, bilhetinhos (ou e-mails) românticos!!
Escutar no som do carro, aquela fitinha velha dos Bee gees ou um cd do Kenny G (parece meio breguinha)...mas é tão boooom namorar escutando estas musiquinhas tranquilas!!!
Penso que hoje, num encontro de um "Turbinado" com uma "Saradona" o papo deve ser do tipo:
-"meu"... o meu professor falou que posso disputar o Iron Man que vou ganhar fácil!."
-"Ah "meu"..o meu personal Trainner disse que estou com os glúteos bem em forma e que nunca vou precisar de plástica". E a música???
Só se for o "último sucesso (????)" dos Travessos ou "Chama-chuva..." e o "Vai serginho"???...
Mulheres do meu Brasil Varonil!!! Não deixem que criem estereótipos!!
Não comprem o cinto de modelar da Feiticeira. A mulher brasileira é linda por natureza!!
Curta seu corpo de acordo com sua idade, silicone é coisa de americana que não possui a felicidade de ter um corpo esculpido por Deus e bonito por natureza. E se os seus namorados e maridos pedirem para vocês "malharem" e ficarem iguais à Feiticeira, fiquem... igual a feiticeira dos seriados de Tv:
Façam-os sumirem da sua vida!

Arnaldo Jabor

domingo, 12 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma Lição interessante...

 

 

Texto - Max Gehringer

 Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras
cujo sucesso surpreende  muita gente.
Figuras sem um Vistoso currículo  acadêmico, sem um grande
diferencial técnico, sem  muito networking ou marketing
pessoal. Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da  faculdade.
Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.
Na hora de fazer  um trabalho em grupo, todos nós queríamos
cair no grupo  do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.
Ele escolhia o tema, pesquisava os  livros, redigia muito bem
e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta  nanquim.
Já o Raul, nem dava palpite.
Ficava ali num canto, dizendo que seu  papel no grupo era  um
só, apoiar o Pena.
Qualquer coisa que o Pena precisasse, o  Raul já estava
providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no  que deu. O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma. E o
resto de nós passou meio na carona do Pena - que, além de nos dar uma colher
de chá nos  trabalhos, ainda
permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da  formatura, o diretor da escola chamou o Pena de
'paradigma do estudante que  enobrece esta instituição de
ensino'.
E o Raul ali, na terceira fila, só  aplaudindo.
Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento
de  uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções
estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena?
O  Raul.
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém  na empresa sabia explicar direito.
O Raul vivia repetindo que tinha subordinados  melhores do que
ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.
Além  disso, o Raul continuava a fazer  o que fazia na escola,
ele apoiava.
Alguém tinha um problema?
Era só falar com o Raul que o Raul dava um  jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano. Ele havia sido
transferido para Miami, onde  fica a sede da empresa.
Quando conversou  comigo, o Raul disse que havia ficado
surpreso com o convite.
Porque, ali na  matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual  era a função dele.
Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
O Raul  apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas
coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro
até Miami para fazer.
Foi quando,  num evento em São Paulo , eu conheci o
Vice-presidente de recursos humanos da  empresa do Raul.
E ele me contou que o Raul tinha uma habilidade de valor
inestimável:
. .. Ele entendia de gente.
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos
próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem
melhor, e fossem mais  produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel
Butler, que eu não sei ao certo quem foi, mas que tem uma
frase  ótima:
'Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo'.
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha,
de  facilitar as relações  entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal  se sentia um expert, e
todo pintor comum, um gênio. Essa era a principal  competência
dele.
' Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com
que todos se sintam Grandes.'

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008